Pesquisa revela como solteiros mantêm o bem-estar emocional com as conexões digitais

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No Setembro Amarelo o happn, aplicativo de relacionamentos da vida real, divulgou uma nova pesquisa sobre como as interações virtuais impactam o bem-estar emocional dos solteiros. O estudo revela que 53% dos usuários mantêm um equilíbrio emocional saudável ao se relacionar on-line, enquanto 19% relatam um impacto positivo na autoestima e nas conexões. Por outro lado, 28,5% enfrentam ansiedade ou exaustão emocional, reforçando a necessidade de conexões intencionais e do estabelecimento de limites saudáveis; 53% dos solteiros mantêm o equilíbrio emocional na paquera on-line, embora 75% relatem já ter sofrido ghosting.

Para combater a exaustão digital, 38% dos entrevistados protegem sua saúde mental priorizando conversas exclusivamente com pessoas que demonstram interesse mútuo e claro.

O impacto emocional do ghosting

O levantamento destaca a alta prevalência do ghosting, o fim repentino da comunicação sem explicações, vivenciado por 75% dos solteiros. Embora 37% encarem a prática com indiferença por considerá-la um comportamento comum da era moderna e 33% sintam apenas uma frustração momentânea, a atitude gera danos mais profundos: 18% relatam sentimentos de rejeição e culpa, enquanto 12% apontam aumento da ansiedade e maior dificuldade em confiar em futuros crushes.

Diante de períodos sem novos paqueras ou respostas, 54% dizem não se abalar, enquanto cerca de 20% sentem um desânimo temporário e fazem uma pausa.

Segundo a Cláudia Ketter, psiquiatra e professora da Afya Educação Médica São Paulo, a ausência de retorno no ambiente virtual atinge mecanismos psíquicos profundos de aceitação: “O ser humano é altamente sensível aos sinais de aceitação e rejeição social. Do ponto de vista cerebral e psicológico, a ausência de resposta em um aplicativo não é necessariamente interpretada apenas como a falta de conexão: dependendo da história e das vulnerabilidades de cada pessoa, ela pode ser percebida como um sinal de não pertencimento ou de desvalorização pessoal. O principal sinal de alerta surge quando a plataforma deixa de ser uma ferramenta para conhecer pessoas e passa a funcionar como um regulador da autoestima e do estado emocional.”

Gatilhos digitais e limites saudáveis

A pesquisa também identifica os principais gatilhos digitais que afetam a saúde mental, liderados pela dificuldade de migrar as interações virtuais para encontros na vida real (33%) e pela superficialidade combinada à falta de responsabilidade afetiva (28%). Para proteger o equilíbrio emocional, os usuários estão adotando limites claros: 38% priorizam conversas exclusivamente com pessoas que demonstram interesse mútuo, 20,5% focam em suas rotinas pessoais, hobbies e amizades, e 12% realizam detox digitais com frequência.

“O principal é estabelecer uma relação intencional com a tecnologia, em vez de permitir que o aplicativo determine quando e por quanto tempo a pessoa estará disponível. Algumas estratégias simples podem ajudar, como não transformar o número de conexões em uma medida do próprio valor, manter uma vida ativa fora das telas, valorizando hobbies, amizades e encontros presenciais; e fazer pausas do ambiente digital assim que se perceber qualquer sofrimento ou ansiedade, sem esperar chegar a uma situação extrema”, afirma a psiquiatra.

“A saúde mental e o bem-estar emocional são fundamentais na construção de qualquer relacionamento. Embora nossa pesquisa mostre que muitos usuários navegam pelos aplicativos com maturidade emocional e equilíbrio, comportamentos como o ghosting e a superficialidade ainda causam exaustão sentimental. No happn, incentivamos encontros autênticos na vida real, pautados pelo respeito mútuo, empatia e comunicação transparente, estimulando os solteiros a respeitarem seu próprio ritmo e cuidarem de sua saúde mental”, afirma Karima Ben Abdelmalek, CEO e presidente do happn.

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