GO: Apresente-se.
Júlia Schiavi: Eu sou Júlia Schiavi, estrategista digital, empresária, palestrante e autora do Livro “Comece pelo Digital”. Sou fundadora da Consultings Company, negócio de tecnologia e marketing que atua ajudando profissionais e organizações a estruturarem sua presença, posicionamento e estratégia no ambiente digital.
Minha trajetória começou muito cedo na tecnologia mas, ao longo dos anos, fui entendendo que o digital vai muito além das ferramentas. Ele mudou a maneira como somos encontrados, percebidos e lembrados. Hoje, grande parte do meu trabalho está justamente em ajudar pessoas e empresas a compreenderem este novo cenário e transformarem sua presença on-line em oportunidades no mundo real.
GO: Qual é a importância da comunicação digital, hoje em dia?
JS: Hoje, a comunicação digital deixou de ser apenas uma forma de divulgação. Ela se tornou uma das principais portas de entrada para oportunidades.
Antes de contratar uma empresa, convidar alguém para um projeto, marcar uma reunião ou até confiar em um profissional, é muito comum pesquisarmos esta pessoa ou marca no digital. E aquilo que encontramos começa a construir uma percepção antes mesmo do primeiro contato.
Por isto, acredito que comunicar no digital não é simplesmente “estar nas redes sociais”. É construir reputação, deixar claro quem você é, o que faz, no que acredita e por que alguém deveria lembrar de você.
Quem entende isto deixa de enxergar o digital apenas como um lugar para produzir conteúdo e passa a utilizá-lo de maneira estratégica.
GO: Como você vê o futuro da Comunicação?
JS: Acredito que caminhamos para uma comunicação cada vez mais tecnológica e, ao mesmo tempo, cada vez mais humana.
A inteligência artificial já está transformando profundamente a maneira como produzimos, pesquisamos, criamos e nos comunicamos. Teremos cada vez mais ferramentas capazes de produzir textos, vídeos, imagens e ideias em poucos segundos. Portanto, acredito que o grande diferencial não estará simplesmente em saber produzir mais.
Estará em ter repertório, posicionamento, identidade e intenção.
A tecnologia vai facilitar a comunicação, mas continuará precisando de pessoas capazes de direcioná-la. Em um mundo no qual todos terão acesso às mesmas ferramentas, saber o que dizer, por que dizer e qual percepção você deseja construir se tornará ainda mais importante.
GO: Você é autora de um livro a respeito… fale um pouco sobre isto.
JS: Sim. Sou autora de “Comece pelo Digital”, um livro que nasceu justamente desta percepção de que as oportunidades mudaram de endereço.
Não é simplesmente um livro sobre redes sociais ou sobre como criar conteúdo. Eu falo sobre como o digital passou a ser uma primeira camada da nossa reputação e como profissionais, empreendedores e empresas podem construir uma presença que represente quem são e, principalmente, para onde querem ir.
Ao longo da obra trabalho mentalidade, identidade e movimento; trazendo reflexões e direcionamentos para que o leitor entenda como transformar o digital em uma ferramenta para construir autoridade, conexões e oportunidades no mundo real.
A ideia de “começar pelo digital” não significa terminar nele. Pelo contrário: significa usar o digital como porta de entrada para aquilo que queremos construir fora dele.
GO: Planos?
JS: Expandir o “Comece pelo Digital” para muito além do livro.
Meu objetivo é transformar esta mensagem em um projeto de educação e capacitação cada vez maior. Já estou levando o tema para palestras, empresas e ambientes educacionais; falando principalmente sobre comunicação, posicionamento, tecnologia, inteligência artificial e as novas oportunidades que surgem a partir do digital.
Também quero continuar expandindo a Consultings Company e fortalecendo nossa atuação na interseção entre tecnologia, marketing e estratégia.
Tenho 20 anos e gosto de pensar que ainda estou no começo da minha própria construção. Então, quando olho para os próximos anos, quero continuar estudando, conhecendo novos mercados, ensinando aquilo que aprendo e construindo projetos que ajudem mais pessoas e empresas a entenderem que o digital não precisa ser o destino – ele pode ser o começo.


