Pacientes com artrose, condropatias e outras doenças degenerativas das articulações poderão ter acesso ampliado ao tratamento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP), técnica que utiliza o sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas capazes de auxiliar no controle da inflamação, da dor e na melhora da função articular.
O procedimento, que já vinha integrando os protocolos de Medicina Regenerativa do IMOT (Instituto Mogiano de Ortopedia e Traumatologia), em Mogi das Cruzes, de acordo com as normas vigentes até então, foi aprovado em resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) e passa a ser regulamentado na prática médica, ampliando as possibilidades de indicação da terapia. A técnica também tem sido empregada na medicina esportiva. Recentemente, os jogadores Neymar e Gabigol foram submetidos a tratamentos com PRP.
De acordo com o médico ortopedista e um dos responsáveis pela Medicina Regenerativa no IMOT, Marcos Nali (foto), a regulamentação representa um avanço para pacientes e médicos:
“O Brasil estava atrasado na liberação deste tratamento. Em diversos países, esta terapia já faz parte da rotina de tratamento da artrose e de outras doenças articulares, sempre com indicação médica e critérios bem definidos”.
O especialista explica que o tratamento é indicado principalmente para pacientes com doenças degenerativas articulares e tem como objetivo reduzir a inflamação, aliviar a dor e melhorar o funcionamento das articulações. O procedimento não promove a regeneração da cartilagem, mas pode retardar a necessidade de uma cirurgia de substituição articular, como a colocação de prótese. No IMOT, o PRP pode ser associado ao ácido hialurônico, estratégia utilizada para potencializar o controle dos sintomas.
“O paciente precisa compreender que este procedimento não regenera a cartilagem perdida. O tratamento atua na melhora do equilíbrio da articulação, reduz a inflamação, controla a dor e pode aumentar o tempo de qualidade de vida antes que uma prótese seja necessária”, afirma o especialista.


