Em cartaz no Museu Judaico de São Paulo até 2 de agosto, a exposição “Burle Marx: Plantas em Movimento” convida arquitetos, designers e público geral a revisitar a obra de Roberto Burle Marx sob uma perspectiva sensível e contemporânea.
Realizada em parceria com o Instituto Burle Marx, a mostra tem curadoria de Isabela Ono e Guilherme Wisnik e propõe uma leitura ampliada do legado do paisagista. Mais do que apresentar projetos icônicos, evidencia o caráter dinâmico de sua produção — jardins concebidos como organismos vivos, em constante transformação.
O percurso reúne desenhos, fotografias, vídeos e documentos que revelam aspectos menos explorados de sua trajetória, incluindo suas expedições pelos biomas brasileiros. Estas viagens foram fundamentais para a ampliação de seu repertório botânico e contribuíram para a catalogação de diversas espécies, além de reforçarem sua atuação pioneira na defesa da biodiversidade.
Estruturada em três eixos — legado, ativismo ambiental e identidade cultural —, a mostra também destaca a dimensão coletiva de seu trabalho, desenvolvido em colaboração com equipes multidisciplinares. Outro ponto relevante é a influência de sua origem familiar, que dialoga com a valorização da diversidade presente em seus projetos paisagísticos.
Ao romper com modelos importados e priorizar o uso consciente da flora nativa, Burle Marx antecipou discussões hoje centrais na arquitetura e no urbanismo, como sustentabilidade, contexto e pertencimento.
Serviço:
“Burle Marx: Plantas em Movimento”
Onde: Museu Judaico de São Paulo (rua Martinho Prado, 128 – Bela Vista, São Paulo)
Até 2 de agosto de 2026
De terça a domingo, das 10 às 18 horas (última entrada às 17h30) – R$ 24 (inteira) | R$ 12 (meia) | sábados gratuitos


